Escola de Filosofia Chinesa - Integrada a Wu Xing Clínica

Carta Presidente Dilma

Carta Presidente Dilma

A Wu Xing Clínica escreveu carta para a Senhora Presidente da República- Dilma Roussef - colocando outra visão sobre o tratamento de saúde, sob o enfoque da Medicina Tradicional Chinesa, listando as contradições da medicina moderna.

Caxias do Sul, 14 de agosto de 2012

Senhora Presidente:

 O Vice-Presidente José  Alencar , no tratamento de sua saúde, foi vítima de erro de diagnóstico e tratamento. Pagou com a vida. Tinha dinheiro e poder.

Nossa Clínica, em tempo e  humildemente, alertou-o desse fato, ponderando que os recalcitrantes tumores intestinais tinham origem na fraqueza dos pulmões . Ofereceu-lhe tratamento por outros métodos, na China, ou por médicos chineses de lá trazidos. Através de seu gabinete, respondeu a carta que enviamos.

De forma implícita ficou-nos a idéia  do seu patriotismo  preferir tratamento médico igual aos ministrados a seu Povo, aqui no Brasil.

Se tivéssemos acessos aos documentos médicos ou as noticiais dos últimos dias que antecederam sua morte, perceberemos que criou coágulos nos pulmões que o levaram a parada cardio-respiratória.

Maria Ivanilde Ferreira Nunes, residente na  rua  Anita Garibaldi 1950, cidade de Vacaria-RS, perecia de baixas plaquetas e anemia desde 2010, tendo no mês de junho de 2012, permanecido em casa apenas 04 dias, eis que os outros 26 ficou hospitalizada. Entrou no hospital caminhando, embora fraca e de lá  saiu,  amparada por familiares, sem conseguir andar sozinha, agora com diagnóstico de labirintite, diabete, intestino e bexiga presas. Passou por vários médicos e cidades, inclusive Passo Fundo e Caxias do Sul. Cada dia piorando. Por receita médica, adotava os seguintes medicamentos: Marevan 5 mg, Lyrica 75mg, Puran T4, maleato de enalapril 10mg, Labirin  24mg e meticorten  5mg.

Levada à nossa Clínica,  constatamos que também era vítima de diagnóstico e tratamento errados. Tinha, em verdade, deficiência vesícula, fraqueza no pulmão e,  por conseqüência, depressão. Sugerimos que abandonasse toda a medicação alopática, ao que assentiu, e prescrevemos uma cápsula de óleo de alho e peixe, uma vez ao dia e dieta alimentar adequada. Hoje está bem, caminha sozinha, se alimenta corretamente e dirige a própria vida. Antes precisava de quem a levasse no banheiro e desse-lhe banho.

Esta carta não tem o propósito de fazer propaganda da Clínica, pois seria uma ofensa à ilustre Presidente do Brasil.

Tem o firme propósito de mostrar – se é que  outros não o fizeram – que o tratamento das doenças,  através de  nossa medicina ( como toda a ocidental e principalmente latino-americana) beira o primarismo e talvez precisemos de séculos para romper o atraso.

Para  os que não são ingênuos, talvez  precisaremos de séculos – se começarmos logo -  para romper com as exigências e  regras da indústria farmacêutica ( que só visa lucro), as quais ditam os currículos e conteúdos universitários, desde muitos anos.  

Os sucessivos erros de diagnóstico e tratamento não podem ser creditados aos médicos, os quais, na sua expressiva maioria, agem de boa-fé e empregam todos os conhecimentos à causa das doenças.

Mas não se trata de agirem de boa ou má-fé, mas ostentarem  erros de princípiosde fundamentosacerca do funcionamento do  organismo humano.

E quanto mais especialidades são feitas, os erros  mais se multiplicam, porque as especialidades médicas estão sendo praticadas separadamente, quando o corpo humano é um todo, em ação ereação permanentes.

Sabendo-se que a medicina moderna faz seus experimentos em cadáveres e animais, seus fundamentossaem de situações  estáticas ( cadáver) e elementos  comparativos diferenciados ( ratos ou coelhos, por exemplo, que não comem carnes por hábito).

Alguns exemplos:

1º - os tratamentos das disfunções de bexiga ou intestino não podem ser feitos sem que se trate, primeiramente, os pulmões, pois sem o fluxo regular e suave do sangue/oxigênio conduzidos pelos pulmões, não ocorrerão regulares necessidades fisiológicas;

2º - varizes, hemorróidas, miomas no útero, ovários policísticos, sangramento uterino, menstruações irregulares  e até hipertensão, não podem ser tratados eficazmente sem tratar as funções hepáticas ( fígado ou vesícula), pois do fluxo suave do sangue, comandados pelo fígado, são corrigidas aquelas disfunções.

O grande problema da medicina ocidental que se recusa, deliberadamente ou não,  em estudar e compreender o organismo humano de forma dialética ( ação e reação, em permanente movimento) tem naraiz a idéia greco-romana da propriedade privada e, ínsito nesta, a livre disposição que o proprietário tem sobre seus bens.

Muitos  médicos acham – e muitas vezes têm – a livre disposição sobre a vida do paciente. Basta funcionar a ideologia a favor ou contra.

O senhor dono de escravo tinha a livre disposição sobre a liberdade e a vida de seus súditos, eis que escravo era considerado coisa.

Uma questão fundamental para a distorção do funcionamento da medicina: a saúde do Povo sob controle privado ( que pode e gera lucros extraordinários a poucos).

A outra: o exercício da medicina moderna é altamente lucrativo e todos os atores envolvidos ( indústria de medicamentos, hospitais, laboratórios, médicos, nesta ordem,  ganham muito).

Os Estados e Governos quando têm proposta para a saúde do Povo ( ou doença da população), faz o jogo ou trabalha no interesse dos atores envolvidos, antes referidos.

São gastas fortunas com cirurgias e medicamentos ( no mais das vezes, sem necessidade ou de pouco efeito), quando se poderia trabalhar na prevenção ( saúde) e não no combate ( doença).

É por isso que nos hospitais, embora circulem médicos com especialidades diversas, dificilmente ou  nunca se reúnem para examinar o quadro de algum paciente que  lá esteja  baixado, em situação grave.

A razão é simples: o paciente tem seu médico responsável e só este ganha ( honorários) e os outros vão trabalhar de graça?

Ou então, existem clínicas especializadas, mas sempre da mesma área de formação, nunca formação multidisciplinar, porque seria difícil que todos pudessem abocanhar honorários médicos.

Por fim, não se pede que a ilustre Presidente da República convoque o Povo e levante a   idéia de uma revolução cultural e nem se deseja uma reviravolta nos conteúdos curriculares das universidades ou legalização da medicina chinesa, no Brasil ( tarefa quase impossível).

Contudo, pondera sobre a necessidade de oxigenar os conteúdos universitários, tornando obrigatórias ou eletivas, disciplinas iguais as que orientam profissionais médicos de países como China e Índia,  na forma de diagnóstico e  tratamento, nas quais prepondera a idéia de organismo como um todo e asaúde como bem indisponível de todos.

Poderia, ainda, serem criados mecanismos legais para que as faculdades de medicina tenham professores multidisciplinares ( visão ocidental e oriental sobre diagnóstico e tratamento)  e que a compreensão sobre saúde e doença - conceitos distintos – seja universalizada em cursos rápidos  ou programas de extensão, aberto a todos e gratuitamente ).

Ademais, o Estado brasileiro poderia assumir campanhas publicitárias ( não de vacinação ou distribuição de remédios), mas de prevenção, clareando  mentes sobre alimentação adequada à saúde. É muito mais barata a prevenção ( ao Estado e a cada cidadão) do que os gastos de valores e vidas.

Do contrário, continuaremos a ter medicina exclusivamente privada, saúde exclusivamente privada, com visão privatista e todos seus desacertos.   

Colocando-nos ao inteiro dispor, esperamos ter contribuído para uma reflexão sobre os rumos da saúde (pública ou privada) dos brasileiros.

Atenciosamente,

 Mestre Shen

Sinaten 01895

Em tempo: tomasse a liberdade de encaminhar cópia desta carta aos senhores  Ministros da Educação e da Saúde.

RESPOSTA DA PRESIDENTE DILMA ROUSSEF